AS REDES DO CCBB

Atualizado: 16 de Set de 2019


Exposição vaivém, CCBB/SP. Foto: Mônica Leite

Quem me conhece sabe que gosto de publicar fotos das minhas andanças por exposições quando vou a São Paulo. Em uma das minhas visitas ao Centro Cultural Banco do Brasil no ano de 2019, cheguei desavisada e quando perguntei qual era a exposição do momento achei um pouco estranha a resposta “é uma exposição sobre redes”.


Antes de imaginar que o tema poderia ser sobre redes sociais ou redes de informação, já dei de cara com várias redes coloridas penduradas no espaço central. Tudo muito rápido: pergunta, resposta, olhares e reconhecimento do espaço.


E foi bem rápido também que fiquei pensando com sotaque mineiro “uai, sô”, mas será que algum artista resolveu produzir redes a partir de algum conceito artístico contemporâneo? Ou terá surgido recentemente o conceito de designer de redes de dormir? E, claro, fui entrando e pegando meu ingresso. Curiosidade e gosto pela arte são duas coisas que costumam andar juntas e que produzem sempre bons resultados no nosso modo de ver o mundo. Não preciso dizer que a visita foi gratificante. Só vi metade da exposição porque tinha um compromisso em seguida e porque me recuso a passar correndo pelas salas (eram 4 andares de muita informação visual e textual), só pra marcar presença ou fazer fotos pra postar depois.


Exposição vaivém, CCBB/SP. Fotos: Mônica Leite


Vi instalações e arte conceitual com redes, vi fotos antigas (uma delas com Mário de Andrade sorrindo pra nós), vi trechos do filme Macunaíma mostrando o anti-herói (representado por Paulo José bem jovem) estendido na rede e se espreguiçando... e vi capas de livros e ilustrações de grandes artistas. Fantástico. Voltei na semana seguinte para ver o que faltou e rever o que já tinha visto. Foi divertido, eduquei os olhos, conheci melhor o Brasil e saí de lá mais completa (e mais esperta). Deu até culpa.

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