O CÉREBRO ELETRÔNICO FAZ TUDO?


Ernest H. Gombrich inicia seu clássico livro “História da Arte” afirmando que não existe aquilo que chamamos de Arte com A maiúsculo. O que existem, na verdade, são artistas.

E continua seu raciocínio explicando que estamos constantemente procurando a beleza em nosso dia-a-dia. Ao arrumar uma mesa, decorar uma sala ou selecionar flores para um vaso, estamos criando composições agradáveis aos nossos olhos sem nos preocupar se aquilo é ou não é arte. Assim, é interessante pensar que, nas tarefas cotidianas mais comuns, estamos sempre exercitando nossos dons artísticos e criativos.


O assunto fica ainda mais interessante quando Gombrich nos apresenta o conceito de belo artístico e, indo um pouco além, apresenta-nos os fatores que influenciam o nosso julgamento do que é belo. Condicionamentos e preconceitos são alguns deles. E nem é preciso citar aqui como exemplo o pintor holandês que não vendeu quadros em vida mas que hoje é um dos artistas mais cotados nos grandes leilões de arte – Vincent van Gogh – ou então o artista espanhol Pablo Picasso, que sabia desenhar o suficiente para ilustrar livros de História Natural mas que também produzia desenhos autorais que provocavam extremo estranhamento em sua época.


Acontece que, se conseguimos descobrir facilmente que fatores afetam nossa ideia do que é belo, um pouco mais complicado é explicar o que move o artista a realizar a sua arte. Que razões levam alguém a dedicar sua vida pesquisando cores, formas e volumes na pintura? Ou técnicas, materiais e suportes na gravura, na escultura ou na fotografia? Sem contar a variedade de expressões artísticas inventadas a partir dos movimentos contemporâneos – happenings, performances, instalações, vídeo-arte, arte virtual e tantas outras. Quais os motivos? De onde vem a inspiração?


Bem, talvez essa questão dos motivos ou da inspiração na produção artística fique ainda mais complicada se pensarmos em uma nova forma de manifestação que começamos a ver recentemente: a arte produzida por robôs. Esse assunto é abordado no artigo “Toda arte é artificial” no espaço TAB do UOL que nos propõe uma outra série de perguntas questionando os limites da arte e tentando entender a natureza do gênio artístico.



Arte produzida pelo programa Aaron, desenvolvido por Harold Cohen Fonte: UOL TAB

O fato é que já existe arte sendo produzida por inteligência artificial e sendo vendida em galerias de Nova Iorque e do Japão. Produzir música em computador não é novidade, mas música produzida pelo próprio computador, sim. E o que dizer de roteiros de filmes sendo criados a partir de algoritmos? Esses assuntos nos fazem pensar sobre os limites do uso da tecnologia em arte e sobre quais seriam as mudanças em um cenário (ou mercado) que aceite arte produzida por robôs. Isso mudaria o estatuto atual da arte?


Um artigo interessante pode ser acessado no site do UOL TAB. Saiba mais em <https://tab.uol.com.br/edicao/arte-artificial/?utm_campaign=tab-&utm_content=hyperlink-texto&utm_medium=email&utm_source=newsletter>

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