SÃO JOÃO BATISTA

Atualizado: 27 de Set de 2019


Leonardo da Vinci ficou famoso como pintor, escultor, arquiteto, engenheiro e cientista. Foi considerado um dos maiores mestres da Alta Renascença e tinha amor pela pesquisa e pelo conhecimento, o que garantiu tanto seu desempenho artístico quanto científico. Suas inovações no campo da pintura influenciaram significativamente o curso da arte italiana por mais de um século após a sua morte. Seus estudos, particularmente no campo da anatomia, ótica e hidráulica, anteciparam em muito o desenvolvimento da ciência moderna.


Nascido na pequena cidade de Vinci (região da Toscana, perto de Florença) em abril de 1452, era filho de um escrivão e de uma camponesa. Em meados de 1460 a família mudou-se para Florença, que era na época o centro artístico e cultural da Itália. Leonardo teve uma excelente educação e ascendeu intelectual e socialmente com muita rapidez. Era belo, persuasivo, bom músico e excelente improvisador.


Por volta de 1466 ingressou como aprendiz no ateliê de Andrea del Verrocchio, o mais importante pintor e escultor da época. Foi então apresentado às mais variadas atividades, da pintura de painéis e altares a grandes projetos em mármore e bronze. Em 1472 já havia sido aceito pela guilda dos pintores de Florença.


As guildas eram as associações de profissionais que já existiam desde a Baixa Idade Média, entre os séculos XIII e XV, e que ganharam força na Renascença por conta do grande desenvolvimento comercial e urbano das cidades. Elas tinham como função principal a defesa dos interesses profissionais e econômicos de seus associados, que podiam ser artistas, alfaiates, ferreiros, comerciantes, artesãos e outros.


Na obra “São João Batista”, vemos um santo que olha o observador de maneira expressiva, deixando clara a sua identidade, especialmente pelo gesto da mão que aponta para o alto. O sorriso é enigmático como o da Mona Lisa. Percebe-se na obra os efeitos de claro-escuro e esfumado, tão presentes em todas as suas pinturas.



São João Batista, 1513-16, óleo s/painel, 57x69 cm, Museu do Louvre

Foi a última obra produzida por Leonardo e é provável que tenha sido finalizada em Roma, quando de sua estadia naquela cidade. É atribuída a ele por conta das análises feitas com raios-x em 1952. A Pinacoteca Ambrosiana de Milão possui uma versão posterior a esta que apresenta o santo com uma paisagem ao fundo, e que remete à pintura da Madona com o Menino e Sant’Ana, pertencente à coleção do Louvre.


A pintura religiosa é cheia de simbologias. Nela, cada santo é caracterizado com gestos, vestimentas e utensílios que os definem e caracterizam. Consta nos evangelhos que São João Batista era apenas seis meses mais jovem que Jesus e que muitas vezes teria sido apontado como sendo o próprio messias. Talvez o gesto de sua mão que aponta para o alto (o celeste, o divino, as alturas) seja um indicador de que ele anuncia de onde vem o verdadeiro filho de Deus.


Este texto é uma tradução livre do site WGA.

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